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É um monumento intocado

O Palácio Nacional da Ajuda conserva, até hoje, um testemunho daquilo que foi a
monarquia portuguesa. É um monumento intocado, e mostra o que foi a casa real na
Europa. Visitar o Palácio Nacional da Ajuda é retroceder no tempo.

@palacioajuda

Vamos recuar um pouco na História!

D. José I, rei de Portugal, que reinou na altura do terramoto de 1755, ficou tão assustado
com o desastre que aconteceu, que decidiu construir um Paço de Madeira, na colina da
Ajuda. Este paço também era chamado de Real Barraca. O Paço foi feito em madeira
pois, após o terramoto, chegou-se à conclusão de que a madeira era o melhor material
para resistir a terramotos. No entanto, em 1794, há um incêndio que destrói o edifício e,
então em 1796, começa-se a construção do mesmo. Nesta altura, decidiu-se construir
um enorme palácio para os reis de Portugal.
Com a chegada das invasões francesas a Portugal, a família real, em 1807, refugia-se no
Brasil, sendo o palácio (ainda inacabado), deixado para trás. Portanto, foi uma obra que
foi obrigada a parar várias vezes. A edificação que vemos hoje, de estilo neoclássico,
que veio substituir o barroco, é uma construção da primeira metade do século XIX.
Só a partir do reinado de D. Luís (1861-1889) é que o Palácio se torna a residência
permanente e oficial da Família Real Portuguesa até à queda da mesma, em 1910.
Dona Maria de Saboia, esposa de D. Luís, deu ao palácio todo o encanto que apresenta.
Por outras palavras, o palácio ganhou uma nova vida, quer na sua decoração, quer na
disposição da mesma. Dona Maria acompanhou a evolução do seu tempo, o que se
traduziu nas novas formas de conforto e higiene no palácio. Foi neste local que nasceu
também o príncipe D. Carlos e o príncipe D. Afonso.
Aqui reunia-se o Concelho de Estado, cerimónias da corte, grandes bailes e banquetas,
assim como o quotidiano familiar real.

@palacioajuda

A maldição do Palácio Nacional da Ajuda

Os atrasos da obra do palácio, devido a todas adversidades que foram acontecendo
desde o lançamento da primeiro pedra, em 1796, fez com que se girasse em torno da
grandiosa construção uma maldição.

No dia 24 de setembro de 1974, um vigoroso incêndio destruiu a galeria de pintura do
rei D. Luís e grande parte da ala norte do palácio. A lenda da maldição relaciona-se com
o afastamento de Caetano de Sousa, um arquiteto português, e autor do projeto inicial
do Palácio Nacional da Ajuda, quando a D. Maria I, já em contexto de demência, ficou
enfurecida com a decisão do seu filho e terá rogado pragas ao palácio.
Curioso, não é?

@palacioajuda

O passado, o presente e o futuro

Com a morte de D. Luís I, em 1889, a vida no palácio voltou a mudar e, em 1910,
aquando da Implantação da República, o Palácio Nacional da Ajuda é encerrado.
Um grandioso palácio, cenário de vários acontecimentos políticos, sociais e familiares,
ficará, para sempre, na memória como sendo a última residência real da monarquia
portuguesa. Será sempre o aplaudido palácio dos reis de Portugal.
Em 1968, abriu ao público, como museu e conserva, ainda nos dias de hoje, a
disposição e a decoração fidedignas das várias salas que constituem o palácio.
É um autêntico museu memória e inclui coleções de artes decorativas, essencialmente,
dos séculos XVIII e XIX a ourivesaria, joalharia, têxtis, mobiliário, cerâmica e vidro,
coleções de pintura, escultura, entre muitas outras.
Recebe de braços abertos todos os que queiram conhecer mais e melhor sobre aqueles
que habitaram a casa real, e o que era a casa real. Porque ainda tão longe, é ainda tão
perto.

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